Não tenho muito a dizer… sabe, acho que quanto menos eu falar melhor.
Falo isso pois estou devendo posts para vocês.
Essa semana, para variar, foi muito corrida e complicada. Se desse para postar algo, podem ter certeza que eu postaria.
Como desenhar está no sangue, sempre encontro um tempinho para fazer alguma coisa. E foi em um curto espaço de tempo que eu bolei essa ilustração. A idéia é do site io9.com que exibiu heróis e vilões dos quadrinhos em uma versão “emo”. A culpa é do Agostinho compartilhou o link!
Senti falta do Ciclope dos X-men e resolvi fazer.
Pode não parecer, mas esse desenho foi feito em um quadro branco. Nada de scanner… tiramos uma foto com um celular e fiz o tratamento no GIMP.
Já imaginou um velho descontrolado com fator de cura, garras e estrutura óssea revestida de adamantium?
Uma verdadeira arma do mal!
Na verdade esse desenho estava guardado nas papeladas lá de casa, só esperando eu assistir o filme do Wolverine para postar.
Pois bem, assisti ao filme X-men Origins: Wolverine!
O que eu gostei no filme:
Foi o máximo poder ver “Origens”, Raposa Prateada, Victor Creed inteligente (nada a ver com a versão do primeiro X-men), Wolvie na motoca e tudo o mais.
O que não gostei (Muita coisa):
* Simplesmente não há sengue no filme. Um cara com garras e louco por vingança mas que não arranca o braço de ninguém?
* Maverick parece um gay e é chato pra c@r@i0!
* Deadpool = Baraka do Mortal Kombat.
* O Gambit não tem sotaque! Já imaginou o cajun sem falar “mon ami”?
* Toda a cronologia, árvore genealógica, casos de amor e as coisas mais SAGRADAS, foram modificadas.
Não vou fazer uma critica mais profunda sobre o filme, pois não quero concorrer com o meu grande amigo Ranieri Brandão (hehehhehehe), e também não vou meter spoilers. Um filme do mutante mais famo$o da Marvel já estava previsto desde o sucesso do primeiro X-men, mas como sabemos, adaptar quadrinhos para o cinema é algo que poucos conseguem fazer. É uma tarefa muito delicada.
No geral dou nota 7 ao filme. Minha noiva adorou o filme, tá vendo como gosto que igual a c*?
Depois de The Dark Knight e Watchmen, vai ser difícil ver alguma coisa surpreendente do papel para as telonas.
Antes publicar quadrinhos era algo que só se fazia quando você realmente gostava da coisa.
Ainda me lembro do dia em que eu tentei fazer uma HQ pela primeira vez. Eu estava muito empolgado com tantas edições que a editora Abril trazia para o país (é, naquela época o material nem era tão diversificado e a Abril reinava no mercado como Sauron na Terra Média), e também bastante influenciado por caras como Massami Kurumada, Akira Toriama… isso, tenho influências do mangá (alguém aqui já falou que o Cumercindo parece com o mestre Kami).
Naquela época vivíamos em um Brasil com Rede Manchete, Superaventuras Marvel, Chicletes Dinovo… Punky a Levada da Breca..
“De lá pra cá” muita coisa mudou. Na verdade TUDO nos quadrinhos vem mudando desde o seu nascimento, alguns afirmam que datam de 1869. Mas acho que qualquer mídia realmente começa a mudar quando conversa com outras mídias, ou grande parte das mudanças vem disso.
Com as primeiras gargalhadas do Sombra nos programas de rádio (o personagem foi criado em 1931 pelo Walter B. Gibson), a conversa entre os quadrinhos, rádio e livros começou a ficar mais íntima. Foi como se eles, os quadrinhos e os livros, tivessem deixado de lado todo o puritanismo e se entregado definitivamente a paixão… deitaram-se e fizeram amor. Cito esse entre muitos outros “casos de amor”.
Atualmente vemos cada vez mais filmes, games, até CDs derivados de outra mídia. Há quem diga que muito desses não nasçam de uma relação amorosa, talvez sejam gerados de um e$tupro cometido por grandes empresas de entretenimento.
Mas uma coisa é certa: TUDO ESTÁ MUDANDO.
Antes era necessário sujar as mãos de nanquim pra poder fazer um desenho em uma página A4, depois clolorir na “munheca” (eu utilizava lápis aquereláveis). Bons tempos aqueles… eu tinha tempo pra ficar o dia todo desenhando.
E hoje? Bom, hoje colorimos com tablets, utilizamos softwares, não sujamos nada e ainda por cima fazemos tudo em 1/8 do tempo. Gosto disso, mas sou um saudosista e não abro mão das minha canetas antigas nanquim. Estive pensando sobre isso tudo, em como tudo muda.
Os quadrinhos são de papel há mais de 100 anos e começo a sentir que isso também vai mudar. Trabalho com TI já estou acostumado com isso, mas adimito que é difícil de aceitar. Tem gente que baixa os “scans” das edições, salva em DVD e consegue dizer que tem a coleção completa de um determinado herói. Me desculpe parceito, mas se você tem todas só porque baixou uns scans, então eu acho que tenho um RX-7 da mazda no meu Memory Card (espero que eu não tenha perdido o save).
Quer ver a cara dos quadrinhos do futuro? ou pelomenos um modelo candidato? Então veja o trailer de Metal Gear Solid: Digital Graphic Novel:
Quando a Konami publicou as primeiras imagens eu fiquei muito animado. A arte de Ashley Woods mescladas à trilha de Harry Gregson-Williams certamente daria uma experiencia completamente nova à Grafic Novel que foi lançada em 2004. Eles também utilizaram essa técnica em todas as animações de Metal Gear Solid Portable OPS, e deu certo.
Eu achei que iría parar por aí, mas veio mais. Recentemente a Marvel publicou um trailer de uma das suas edições de X-men com a técnica de Motion Comics.
Vejam:
Mas o que me fez penser realmeente sobre essa nova maneira de produzir os quadrinhos foi o que a DC fez. Foi lançado um Blu Ray Disc com TODO o conteúdo de Watchmen em motion comics. A digital grafic novel de Watchmen é narrada e trás uma trilha sonora digna de acompanhar desenrrolar da trama de Allan Moore e Dave Gibbons.
Será apenas uma tendência ou os quadrinhos em movimento estão aqui para ficar?
A primeira leva talvez nem fosse tão promissora (lembro de uns CD-ROMs ou algo parecido), mas com os avanços na área, acredito que vai pegar. As editoras sabem que muitos leitores estão recorrendo à pirataria e que devem mudar o modelo de negócio. Sem contar que é um ótimo meio de baratear e agilizar a produção, e ideal para a publicação na internet.