Criando um personagem – Parte 1
Bem vindos a mais um tutorial do Nanquim².
Eu estava analisando uns livros que tenho aqui, e até mesmo lendo uns quadrinhos de mestres como Jim Davis e Charles Schulz. Pensei logo em criar um novo personagem para as minhas tirinhas, a partir dessas referências e tive a ideia de compartilhar com todos.
Vamos criar um personagem novo em folha?
Nas histórias em quadrinhos, uma boa prática é pegar as suas ideias e rebiscar em algum lugar. Sabe, as ideias são como fumaça, escapam mesmo. (Faço isso com músicas também! Se não fosse o meu celular… sempre gravo alguns riffs e refrôes no meio da rua. O povo deve pensar que sou louco quando me vêm cantando no meio do nada. =D).
Pensem no personagem. E responda questões como essas:
- Qual o nome dele?
- George (Sei lá, lembrei do pai do Marty McFly)
- Qual a personalidade dele?
- Arrogante. Se acha o mais inteligente.
- Quais as manias dele?
- Mania de ser humano. É um cachorro, mas não admite.
- Como ele se veste?
- Usa apenas uma gravata. Vive tanto com um charuto na mão, que já virou acessório. Usa um relógio de pulso.
- Qual o traço mais marcante dele?
- Tem a orelha esquerda maior.
Mapear esses pontos é fundamental para criar um personagem carismático. Sabe, as pessoas precisam encontrar algo em comum nele. Precisam se identificar em alguma coisa.
Mesmo que o seu personagem seja uma “Geladeira falante”, quando você define a “Geladeira falante” é fria (em sua personalidade claro), que adora criticar a política nacional e principalmente o EUA, o próprio Arnal Jabor vai virar um fã dela. =D
Para não se perder no rumo que o personagem irá tomar, cria um pouco da história dele. Mesmo que seja por meio de tópicos. Assim poderá ter uma referência. Veja:
- Viveu nas ruas vendendo jornal;
- Foi preso pela carrocinha e lá conheceu um velho cão que o emprestou muitos livros. Assim ele ficou inteligente;
- Conheceu uma garota chamada Geany, em uma viagem de negócios. Ficou com ela e depois desse dia ele não quer mais saber de cadelas, apenas de mulheres de verdade.
Outro fator importante são as referências. Não tenha medo de usar os conceitos de criações famosas. Busque misturar tudo de uma forma que gere um personagem único, que as pessoas identifiquem ele. Cuidado para não plagiar, se não quiser que a sua criação seja mais uma versão pirata do Perna-longa! Busque a originalidade.
Com isso já podemos partir para a criação visual, do nosso George.
No próximo capítulo concluímos com o Design do personagem e darei umas dicas de leitura para isso.
Até a próxima.
Lançamentos
- Depois de Hollywood, agora é a vez da política se basear nos quadrinhos!
- Riff
- O avanço científico – #95
- Um grande problema
- Copa dos Blogs
- Um cão em meu celular
- Offline² – Tirinha do Nanquim² na Revista Offline!
- A dominação global está no sangue
- Seleções – #94
- Mundojava²









dezembro 27th, 2008 at 13:46
Criar uma personagem.. quando eu tinha um blog em que publicava alguns do meus textos (contos), criei uma personagem e dei unm nome a ela, Na verdade, eu a coloquei como uma das colaboradoras do meu blog. “Ele” escrevia textosa junto comigo, tinha um e-mail, uma personalidade como se fosse outra pessoa mesma. Essa era a minha intenção. Fazer parecer que era real. Mas depois acabei desanimando de escrever e essa personagem morreu junto também. Quem sabe um dia eu não faça ela voltar.
dezembro 29th, 2008 at 11:04
Poxa Elder, então o personagem que criou era bem rico.
Pelo que você falou, foram definidas várias caracteríscas, que o tornam complexo, mais interessante.
Eu mesmo já criei muitas personagens! Poucos conseguem vingar, mas todos me dão mas experiências e histórias para contar. Sabe, eu sempre estou inventando coisas malucas e gosto de refletir isso nos personagens… até coisas do dia-a-dia mesmo.
Se voltar mesmo com esse personagem quero saber.
;D