Quem comprou o jornal Zero Hora do dia 26/06/2009, um dos jornais de maior circulação aqui em Porto Alegre, viu uma matéria sobre os laptops da galera no FISL10.
Confiram:
Uma fauna circula pelo 10º Fórum Internacional Software Livre (Fisl), evento que segue até amanhã em Porto Alegre. Há pessoas fantasiadas de gnus e pinguins nos corredores do Centro de Eventos da Pontifícia Universidade Católica (PUCRS). Mas esses animais estampam as camisetas dos participantes do encontro e, claro, aquele item indispensável em um evento de tecnologia: o laptop.
Para a turma que carrega o micro sempre a tiracolo, adesivar o notebook é um meio de divulgar suas bandeiras.
– Quem vê meu computador já sabe que eu uso Linux – afirma o pernambucano Jorge Pereira, 27 anos.
Quer dizer, quem não é do meio, talvez não saiba que o pezinho colado no micro de Pereira é o símbolo do Gnome – uma das interfaces gráficas do sistema operacional Linux, o carro-chefe do movimento de software livre. O mascote do Projeto GNU também está presente no computador.
Da mesma forma, a pesquisadora Vanessa Nogueira, 28 anos, de Santa Maria, não colou um pinguim bebendo chimarrão em seu micro só porque a figura é simpática. Quer divulgar a comunidade de software livre da qual faz parte, a Tchelinux. Ah, o pinguim tem um nome, é o Tux, mascote do Linux.
Os adesivos são uma forma de diferenciar o micro. Mas a customização também tem a ver com a lógica do software livre, em que os programas podem ser copiados, modificados e distribuídos livremente. Qualquer um pode acessar o seu código-fonte (a receita de como são feitos) e personalizá-los conforme suas necessidades.
Propaganda ambulante
Se o laptop pode servir de outdoor ambulante, o cartunista Wallisson Narciso, 24 anos, de Maceió, tratou de estampar no seu micro o endereço do seu blog (imagem abaixo). E até dá uma prévia do sua arte, com uma ilustração sua colada na tampa do notebook.
- É uma forma de divulgar o meu trabalho – diz Narciso, que também comprou um adesivo na lojinha da organização do evento.
No local, são vendidos ainda outros itens, como camisetas. Em alguns momentos, há filas. O valor arrecadado cobrirá os custos de produção do material e do estande, e o restante irá para projetos da Associação Software Livre, informa a organização do evento. Nos primeiros dias de fórum, foram vendidos mais de 15 mil adesivos com as marcas do Fisl.
– Comprar os adesivos vendidos pelas comunidades do software livre também é uma forma de ajudar essas projetos – diz Narciso.
Fonte: ZERO HORA